Roteiro para Berlim - Fugindo do feijão com arroz - com Lys Silva

Quer um roteiro diferente para Berlim?

Trocar experiências com pessoas diferentes em uma viagem é um dos pontos mais legais de sair fora de casa. Mas porque não trocar experiências antes da viagem? A Lys Silva é uma blogueira viajada que conheci e tem um blog super bacana chamado “Flor na Estrada“.

Adorei os seus posts de Berlim e resolvi fazer uma parceria com ela. Hoje ela é a convidada para o guestpost do Fora de Casa. Vamos embarcar para Berlim?

Com a palavra, Lys Silva:

“Claro que, depois de ter rodado quase todo o país, eu ia dar uma paradinha em Berlim. Mas, como vocês puderam ver no post sobre Dresden, como fiquei por lá mais uma noite, minha estadia na capital da Alemanha foi reduzida a uma noite e um dia já que, tinha que pegar o voo de volta para Porto às 20h.

Em 2007 eu morei em Berlim por dois meses, estava por aqui com meu pai, então, digamos que os principais pontos turísticos da cidade eu já conhecia e queria aproveitar essa minha passagem vendo um outro lado da cidade, algo que não tivesse conhecido e, pesquisando, encontrei o Alternative Berlin, grupo que, como o nome já diz, propõe diversos roteiros alternativos pela cidade. Entre as opções escolhi o Free Tour, que leva para conhecer a arte de rua, grafite e ocupação urbana através da arte.

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O nome pode até ser Free, mas não é bem assim, como diria meu pai, não existe almoço grátis e, ao final do tour, cabe aos participantes darem uma gorjeta ao guia. Não façam como eu que já estava com o orçamento apertado e não pude contribuir muito, deem sempre 5 euros ou mais.

Mas, continuando, fui até a Alexanderplatz às 11h, horário do primeiro tour, e um grupo composto por diversas nacionalidades estava a espera do inicio do tour. Detalhe, fui sozinha e os outros participantes que também estavam sós se juntaram a mim e conversamos durante todo o tour, que dura, aproximadamente, três horas.

Foi muito legal conhecer outros bairros de Berlim, ouvir as explicações do guia sobre o movimento cultural underground da cidade e as fotos que fiz foram as minhas preferidas da viagem toda. Finalmente, um pouco de cor num cenário que pode ser muito cinza.

O mais legal desse passeio todo, na verdade, foi o final. Fomos parar no mesmo bairro que morei em 2007 e que não sabia que possuia uma cena cultural tão legal. Dei minha gorjeta para o guia e, dando uma volta pelo meu bairro, encontrei o lugar onde comi kebab pela primeira vez na vida, sorri, pedi um e não poderia ter escolhido forma melhor de me despedir da Alemanha.”

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